terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Vestida de saudade viva

Nos últimos quatro dias, eu pude concluir mais uma vez o quão importante tu és pra mim. O meu coração foi capaz de provar-me novamente que eu não consigo de maneira alguma viver sem as tuas mãos nas minhas, sem o teu beijo no meu e sem a tua presença, que é insubstituível.
Quando a certeza de que não estás mais ao meu lado enxe os meus olhos diariamente, eu pergunto aos céus sobre qual foi o meu equívoco contigo para provocar tamanha fúria dos ventos que te levaram para longe do meu lado. Será que aqueles roda-moinhos sabiam sobre a minha grande estima por ti? Será que sabiam que você foi a coisa mais rica que já me aconteceu?
Mas eu ainda posso sentir-te aqui: Eu consigo te ver por perto quando os espelhos refletem a minha imagem porque você é, sem dúvida alguma uma parte de mim, parte essa que é absolutamente necessária no meu ser e na minha vida, como uma sombra ou uma sina, por um único momento ou pra sempre.
Eu nunca disse, mas eu te amo. Eu te amo com todas as minhas forças e esse sentimento - mesmo que não seja recíproco - é o que me mantém viva. Sim, é mais importante do que a água que eu venho a beber, o ar que eu estou a respirar a todo instante ou o sol que está todos os dias a me aquecer. E NÃO, eu não me arrependo em nem se quer um instante por ter deixado-te tomar conta do meu coração. Aliás, eu me arrependo sim, me arrependo de não ter pedido ao menos um último beijo, me arrependo pelos sorrisos teus que eu, de alguma forma acabei perdendo.
Você me deu as mais belas páginas da minha vida e mesmo que não estejamos juntos, eu estou feliz. EU SEMPRE ESTAREI FELIZ ENQUANTO EU GUARDAR A SUA LEMBRANÇA COMIGO.

And if I never hold you, or kiss your lips again?


sábado, 22 de janeiro de 2011

Devorador de corações

Analisando os romances desde o limiar dos tempos, pode-se constatar que as formas de amar seguiram uma jornada de tranformações e substituições, no sentido mais amplo dos termos. Porém, o que prevaleceu e sempre prevalecerá - consciente ou inconscientemente no coração dos que já amaram - mesmo que pelo tempo mais curto que seja, é a certeza de que o lema seguido por todos, ou pela grande maioria é o seguinte: Um devora e dissipa o coração do outro, engolindo com travessura e malícia, sem abstrações dos malefícios que isso pode causar ao similiar, e assim a humanidade caminha, como se isso fosse absolutamente normal e extremamente racional.
O mais curioso de tudo, é o prazer que acaba envolvendo ambas as partes. Quem se alimenta dos sentimentos e consequentemente das energias alheias, sente-se excepcional, superior, fundamental e não demonstra importância para com o próximo - quando demonstra, é algo mínimo. Como decorrência disso, a outra pessoa se sente submissa, sem importância e desprovida de encantos, o que acaba alimentando seu lado "masoquista" (que é algo que, ao menos uma vez na vida, precisa ser estimulado - até mesmo pela experiência que pode ser obtida quando isso ocorre).
A verdade, talvez involuntária, é que - na maioria da situações - existe egoísmo e desinteresse demais, para sentimentos recíprocos de menos e enquanto isso imperar, todos nós seremos feridos ao menos uma vez onde a vida é mais frágil: o coração.

- A imagem acima, foi retirada do vídeo clipe da música 'A little piece of heaven' da banda norte-americana Avenged Sevenfold.


sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Eternidade exonerada

A saudade se encontra agora, impregnada em cada fração das minhas artérias. E não, não é a mesma saudade de alguns meses atrás em que eu sabia que a mesma poderia, hora ou outra, ser saciada da melhor maneira possível. É a saudade que, por alguma razão, chega a tornar-se melancolia e nostalgia.
De alguma forma, quando ele se foi, a quietude e a calma presentes em mim, simplesmente foram pra longe do meu lado e é verdadeiramente difícil encontrar um novo rumo, ou até mesmo regressar à antiga vereda. Todo o céu agora, imprime o meu coração estampado em fendas, e isso instiga as minhas idéias atarantadas de até quando vou continuar dizendo 'adeus' às pessoas que eu aprendo tão gentilmente a estimar.
Eu estou certa de que eu não quero ter esperança de mais nada, e passei a definir esse sentimento como sinônimo de preocupação e fé mal-fundamentada. Sinto como se as feridas de tudo que um dia não deu certo, estivessem se unificando e acabando por rasgar o meu peito lenta e dolorosamente, sem a mínima intenção de estagnar-se.
Não consigo expressar a intensidade do meu desapontamento comigo mesma. Como eu pude deixar o ar que eu provei e respirei tomar outro rumo? Como eu tive a capacidade de deixar essa escuridão tomar conta do que era o meu sonho, daquilo que um dia eu jurei desistir da eternidade para tocar?



- and I don't want the world to see me, cause I don't think that they'd understand

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

O triunfo da real repugnância.

Talvez os dias mais difíceis de nossas vidas, sejam aqueles em que presenciamos e somos forçados a tomar conhecimento da mais pura realidade. E talvez, piores ainda, são aqueles dias em que percebemos que as decepções estão presentes no cotidiano, querendo ou não.
Hoje eu me calei sobre um estupro, ao qual deveria ter sido testemunha acídua e persistente. Eu estava no estacionamento - mais especificamente do lado de fora da cabine onde são retirados os papéis de comprovação por ter estacionado o carro em tal estabelecimento - quando contra uma parede suja e envelhecida, meus olhos alcançaram um sofá vermelho e um homem abusando sexualmente de uma garota que aparentava ter dez, onze, no máximo treze anos. Meus pensamentos se atrelavam e se difundiam diante daquela cena, por hora, eu não soube o que fazer.
Me senti totalmente confusa, afinal, eu estava parada contemplando um crime. Mas tudo em que eu conseguia pensar era na cor do sofá, ou na brutalidade que teria sido - quem sabe - tantas vezes realizadas ali, até ficar daquela cor, que aos meus olhos, cinco minutos antes era totalmente pura.
O pior de tudo, é que mesmo diante de toda aquela covardia, o máximo que eu conseguia imaginar era o quão aquela garota estava sofrendo; a vergonha que se esticava sob o seu corpo e o ódio que ela sentiria se soubesse que eu estava ali parada, que eu poderia ajudá-la e me sentia imune, embora não fosse. Por mais que essas fossem as minhas conclusões imediatas, eu pensei que tudo o que ela queria era livrar-se daquilo o mais rápido possível, imaginava o desejo dela pra que aquela frealdade acabasse e me questionava se pensava no que seria de sua vida depois que esse momento ficasse para trás. Porém, quando coloquei-me no meu lugar, vi que nada poderia ser feito para melhorar tal situação, que aquele momento estaria pra sempre presente na vida daquela criança.
Depois desse tempo inerte na janela da cabine, eu resolvi simplesmente que deveria ir embora e levei em minha mente todos aqueles gritos, aquela violência, a cena daquela garota no sofá e um cara gélido e frio esparramado sobre seu corpo sem dó, nem piedade.
Julgo fácil para mim deduzir que ela não deveria ser ajudada, nem ele punido. Mas a única coisa da qual eu tenho certeza, é que desse dia em diante, eu levarei toda aquela
crueldade comigo e jamais me perdoarei por ter sido tão fria a ponto de abandonar um ser frágil nas mãos de uma criatura tão errante.


- O texto é totalmente ilusório, ou seja, não possui vínculos com acontecimentos reais.

terça-feira, 9 de março de 2010

Encontrará, um novo sonho inteiro a seu dispor.

Nessas últimas semanas que seguiram-se eu acordei para realidade ou ela própria resolveu manifestar-se diante dos meus olhos, - não sei ao certo - fazendo com que eu pusesse definitivamente um fim aos dias que alimentavam a minha solidão e me deixava jogada de braços cruzados à espera de soluções para situações que nem se quer deveriam ter sido tratadas como problemas, e sim fases de aprendizagem ou degraus de uma escada para o topo de uma mente evoluída e mais sábia.
O que antigamente eu via como angústia, dor, sofrimento e mágoa, hoje eu consigo enxergar de uma maneira completamente diferente, e isso me obrigará a escrever aqui uma das frases mais clichês de todas existentes - porém, com fundo verdadeiro, lógico - "Há males que vem para o bem". Eu posso dizer que retrocederia o ponteiro das horas diversas vezes, se pudesse e se tivesse a certeza de que absorveria tantos conhecimentos assim sobre a capacidade humana de sentir.
Eu descobri que não existem motivos para que eu me culpe, quando tudo o que os que estão ao meu redor querem, é livrar-se da culpa seja em qual for a situação; que não é certo deixar que a fraqueza tome conta das minhas emoções, quando é evidente que tudo o que o meu coração pode oferecer tem a capacidade de ser útil para outra alma, fazendo-a feliz ou magoando-a para que haja um crescimento interior.
E por fim, cheguei a conclusão de que as respostas não tem a menor importância enquanto o tempo corre, enquanto eu tenho a capacidade de decidir e discernir o que é passado, o que é presente e o que poderá tornar-se meu futuro. Posso dizer até que nunca estive triste em toda a minha vida, talvez pela grande carga que felicidade pousada sob o meu ombro nos dias atuais.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Falling Again.

Os pés apoiados nas costas do banco do ônibus em movimento, os olhos que demonstravam o quão o dia havia sido cansativo, os braços cruzados procurando conforto, os ouvidos captando o som de Julho de 83 nos fones com o volume máximo e a memória atravessando as maravilhas do passado e deparando-se com o pesadelo que seguia o presente.
O vento que vinha das janelas escancaradas dos outros estudantes, chegava de todos os lados, tocava os meus cabelos, minha face e aliviava o tremendo calor que fazia no horário. Pensava comigo, se não podia aliviar também ao menos um terço da dor que eu sentia nos últimos dias, nem que fosse por um só momento.
Solidão era tudo o que eu conseguia sentir, e em momentos, nem isso sentia pelo grande vácuo que tomava conta do meu peito. Percebi que pior do que sentir amor e não ser correspondida, é não conseguir jamais senti-lo após ter passado por momentos tão difíceis de tanto sofrimento. É como se o sol iluminasse os corpos solitário agora, como se sua luz fosse radiada em vão, porque o meu sorriso não aparece a tempos e assim sendo, não é capaz de refletir seus raios.


"Adolescência vazia, eu tinha quase dezesseis. Ninguém me compreendia e eu não compreendia ninguém." (Nenhum de Nós • Julho de 83)

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Drama particular.

Minhas mãos frias encostam na maçaneta da porta e com um leve impulso do meu corpo ela se abre, me mostrando as gotas de orvalho escorrendo nos vidros da janela, e os ventiladores ligados em vão. Eu procuro pela sala algum acento e tudo o que meus olhos encontram são os teus atentos a cada movimento meu, brilhantes como se o sol surgisse deles, mesmo em um dia nublado.
O jeito como você desvia o olhar, me entriga ainda mais e lentamente meus olhos novamente procuram os seus, sem sucesso algum.
Eu tento me organizar, me transportar para um plano seguro em que esses sentimentos embaralhados não me façam sentir tamanha dor, porém todos os caminhos, desde aqueles meses em que estivemos juntos, me levam a você, como se meus sentidos já não me deixassem parar de rebobinar todas aquelas promessas fascinantes.
Uma música que vinha não sei de qual direção, fez com que eu corresse as minhas mãos pela agenda e parasse em um coração de papel, que por mais inútil que seja aos olhos de alguns, atingiu a minha alma.
Existem milhões de razões para que matenha-mo-nos afastados. Mas quando os sonhos são maiores que qualquer razão, quando são maiores do que qualquer ditadura e quando o sentimento nos leva a cometer atos muitas vezes inexplicáveis, pode-se concluir que vale a pena todo o sofrimento e toda a luta para ter novamente o bem precioso que um dia foi perdido.
Eu sinto falta do teu olhar e a agonia toma conta de mim quando você não se faz presente. É como se depois de tanto tempo buscando, eu encontrasse o meu pedaço do céu, ou o meu lugar no paraíso.
Quando você me abraçou em teus braços, eu atribuí a você o dever de me manter segura sempre. Minha boca pediu que você não partisse nunca, clamou para que jamais me abandonasse e você com apenas com os olhos e toques irresistíveis com seus lábios que aparentavam ser puro algodão, fez com que tudo que parecia perdido e impossível, se fizesse mágico, porém real e alcançável.
Você se tornou meu presente e apagou parte do meu passado, eu jamais deixaria um ser tão especial e capaz escapar assim tão facilmente. Mesmo que parte dos meus sentidos, que por mais ou até menos profundos que sejam, talvez não lhe importem, eu não vou deixar de lutar e alcançar o meu objetivo. Correr o tão temido risco das páginas escritas anteriormente, hoje já rasgadas, não está em meus planos!
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